A pandemia de Covid-19 impulsionou o crescimento da aviação executiva no Brasil e no mundo. Em seu momento mais crítico, a malha aérea de aviação comercial havia atingido uma baixa histórica, com redução de 93% dos voos comerciais – mas, mesmo com a crise sanitária, as pessoas ainda precisavam se deslocar de um lugar para o outro, e a aviação executiva despontou como alternativa. 

O Brasil possui a segunda maior frota de aviação executiva do mundo, atrás só dos Estados Unidos. Em 2022, o setor já operava em patamares muito superiores ao período anterior da pandemia, e já havia recuperado a normalidade em meados de setembro de 2020 – algo que a aviação comercial só conseguiria quase três anos depois. Dados do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) compilados pela Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) mostram um crescimento de 23% nos pousos e decolagens executivos em comparação com o mesmo período em 2020.

Com a crise sanitária, diversas empresas e executivos optaram por utilizar pela primeira vez o transporte privado, o que ajudou a impulsionar o setor. O crescimento da aviação geral demonstra a força do setor e a importância do transporte executivo para geração de novos negócios e a manutenção da economia em escala global, e deve crescer no Brasil ao ritmo aproximado de 10% ao ano ao longo da próxima década.